🧠 Tópicos que Convencem: David Ogilvy e suas "Potent Headlines"
Se o título vende o anúncio, o tópico conduz a tese jurídica

David Ogilvy, mago da publicidade, nos ensina a escrever manchetes potentes para textos publicitários.
Por que não aplicar essas dicas aos tópicos dos textos jurídicos?
Além de introduzir os parágrafos (curtos) que virão a seguir, os tópicos devem procurar resumir sua ideia central (em até duas linhas).
Sempre tenha o leitor em mente: use os tópicos para guiá-lo ao longo do texto, concatenando fatos e argumentos à recomendação (memorandos) ou aos pedidos (petições).
Em petições, procure utilizar os tópicos para reforçar a prova dos autos (ex.: “Perito Confirma Nexo Causal”): dê os fatos ao juiz/árbitro.
Use os tópicos de maneira coesa; procure reforçar o tema central de sua peça em cada um deles.
Cuidado com a adjetivação. A melhor maneira de causar impacto no leitor é ser breve, objetivo e factual.
Evite termos negativos: ao invés de “meu cliente não fez nada que pode ser considerado como ilegal, ou mesmo imoral”, prefira: “meu cliente agiu dentro da lei, como atesta o laudo pericial”.
Use tópicos de maneira deliberada: se não tiverem a função estratégica das dicas anteriores, considere cortá-los.
Tony Barbuto é advogado qualificado no Brasil e em Nova York. Escreve sobre comunicação jurídica eficaz, disputas complexas e o uso estratégico da inteligência artificial. Responsável pela área de Disputas na Advocacia Adriano Dib.

