Escrever com Empatia: Como Mudar a Perspectiva do Leitor (e Não Apenas Revelar a Sua)
A verdadeira escrita eficaz não é sobre você — é sobre gerar valor para quem lê: clientes, juízes ou árbitros.

O ato de escrever é (ou deveria ser) uma das atividades mais empáticas do ser humano.
Quando escrevemos, não estamos apenas colocando ideias no papel; estamos, ou deveríamos estar, moldando as percepções do leitor. Ele (leitor) deve ser o verdadeiro centro das atenções, posicionado em um pedestal, Seja ele um cliente, juiz ou árbitro.
Larry McEnerney, ex-diretor do programa de redação da Universidade de Chicago, oferece uma lição valiosa:
“Sua tarefa não é revelar o que você pensa, mas mudar o que eles pensam.” Isso só é possível quando colocamos o leitor no centro, endereçando suas dúvidas, valores e necessidades.
💡 Para juízes e árbitros, por exemplo, o que eles mais valorizam?
Clareza e concisão certamente integram a lista de desejos dos leitores vorazes das nossas petições. Não se trata de impressioná-los com nossa erudição, mas de ajudá-los a entender o caso, o que estamos pedindo e por que devemos ser atendidos. Como eles não têm tempo a perder (quem tem?), por que não fazer isso de maneira clara, concisa e, sempre que possível, criativa?
🔑 Empatia na escrita é chave:
- Não importa o quão claro ou conciso seu texto seja; ele também precisa convencê-lo.
- Escreva para mudar a perspectiva do leitor, não para expor a sua própria.
Em resumo: a escrita não é sobre você. É sobre criar valor para o outro. Quando ajustamos nosso texto às lentes do leitor, transformamos nossa comunicação em uma ferramenta poderosa de convencimento.
Aqui está o link para a palestra que inspirou esse texto.
Tony Barbuto é advogado qualificado no Brasil e em Nova York. Escreve sobre comunicação jurídica eficaz, disputas complexas e o uso estratégico da inteligência artificial. Responsável pela área de Disputas na Advocacia Adriano Dib.

