Atitude Antes da Caneta: O Que Torna um Texto Jurídico Claro, Conciso e Convincente
Veja as boas (e más) atitudes que moldam petições, memoriais e pareceres — para melhor ou para pior.

Sabe aquela expressão: ‘tem que ter atitude’? Pois é, ela também vale para um texto jurídico. Aqui, atitude é nosso estado de espírito antes de escrever. Confira abaixo as boas e péssimas atitudes que podem transformar (ou deformar) uma petição, memorando ou memorial.
✅ Boas Atitudes para um Texto Jurídico
Atitude: CLAREZA: “O meu texto pode ser entendido sem releitura?”
Justificativa: Facilita a compreensão e reduz o risco de interpretações erradas.
EMPATIA: “Estou pensando nas necessidades do juiz ou do cliente que vai ler este texto?”
Cria conexão com o público e torna o texto mais eficaz e persuasivo.
REVISÃO: “Já cortei tudo que não agrega ao meu argumento?”
Garante precisão, elimina erros e fortalece os argumentos.
SIMPLICIDADE: “Minha mensagem é clara e direta ou estou complicando sem necessidade?”
Dá mais impacto ao texto e mantém o leitor engajado.
PLANO (OUTLINE): “O texto está alinhado com o resultado que quero atingir (informar, persuadir, explicar)?”
Mantém o texto direto ao ponto e aumenta a chance de atingir o objetivo.
❌ Péssimas Atitudes para um Texto Jurídico
Atitude: LEGALISMO: “Vou usar termos difíceis para parecer sofisticado.”
Justificativa: Dificulta a compreensão e faz o leitor perder o foco.
EGOCENTRISMO: “Esse texto é uma oportunidade para mostrar o quanto sou inteligente / engraçado / sarcástico.”
O objetivo do texto se perde, e o leitor se sente excluído.
PRESSA: “Não tenho tempo para revisar, o rascunho está bom o suficiente.”
Reduz a qualidade, deixa erros evidentes e compromete a credibilidade.
PROLIXIDADE: “Quanto mais eu escrever, mais convincente meu argumento ficará.”
O leitor se perde no excesso e o argumento perde força.
DESORGANIZAÇÃO: “Vou começar a escrever e, no meio do caminho, vejo onde dá.”
Torna o texto confuso e obriga o leitor a “trabalhar mais” para entender.
Tony Barbuto é advogado qualificado no Brasil e em Nova York. Escreve sobre comunicação jurídica eficaz, disputas complexas e o uso estratégico da inteligência artificial. Responsável pela área de Disputas na Advocacia Adriano Dib.

