Arbitragem e Civilização: O Que o NYT Já Sabia em 1920
Muito antes da lei brasileira, o New York Times já celebrava a força da autonomia da vontade. Um tributo à cláusula arbitral — entre colunas jurídicas e anúncios de gramofone.





No Brasil, a arbitragem é jovem.
Com apenas 29 anos de vida, nossa lei é uma criança se comparada à Lei de Arbitragem de Nova York.
Vejam as lindas palavras em defesa da arbitragem publicadas na edição do New York Times de 4 de janeiro de 1920.
Sim, 76 anos antes da nossa lei, os americanos já defendiam a “força civilizatória” da autonomia da vontade (em artigo ao lado de anúncio de gramofone).
“A cláusula arbitral deve ser vinculante, independentemente de suas consequências, pois a menos que um contrato livremente firmado seja considerado sagrado, toda a estrutura da civilização ruirá.”
Bonito, não?
Tony Barbuto é advogado qualificado no Brasil e em Nova York. Escreve sobre comunicação jurídica eficaz, disputas complexas e o uso estratégico da inteligência artificial. Responsável pela área de Disputas na Advocacia Adriano Dib.

