Amar a Clareza, Usar Poucas Palavras, Reverenciar a Audiência
O credo dos advogados que preferem convencer a vencer.
O professor americano, Arthur Brooks, especialista em felicidade (sim, “felicidade”), costuma dizer que a natureza humana nos induz a “amar as coisas, usar as pessoas e idolatrar a nós mesmos.”
Segundo ele, o segredo da felicidade estaria na inversão dos verbos e dos objetos da frase. Assim, deveríamos “amar as pessoas, usar as coisas e venerar o divino.”
Naturalmente, resolvi aplicar a mesma lógica à comunicação do advogado moderno.
Explico: muitos advogados — mesmo os talentosos — caem na mesma armadilha montada pelos nossos instintos:
Amam a própria voz, valem-se do jargão/juridiquês e idolatram o cliente.
Esses advogados discursam para si mesmos, escondem-se atrás de palavras difíceis e tratam o outro lado como inimigo moral, demonizando-o.
Mas nada disso convence.
O advogado verdadeiramente eficaz faz o contrário. Ele:
Ama a clareza.
Usa poucas palavras.
Reverencia sua audiência.
O advogado que convence é, portanto, Claro, Conciso e Contextual — os meus 3Cs da comunicação eficaz.
Ele não fala para impressionar, mas para ser entendido — e rápido. (Clareza e Concisão)
Ele não busca vencer o adversário, mas convencer quem decide — conectando fatos e argumentos às necessidades de quem ouve/lê (Contextualização)
Esse é o verdadeiro credo do advogado moderno.
Tony Barbuto é advogado qualificado no Brasil e em Nova York. Escreve sobre comunicação jurídica eficaz, disputas complexas e o uso estratégico da inteligência artificial. Responsável pela área de Disputas na Advocacia Adriano Dib.


