3.000 anos de sabedoria na comunicação
Salomão mandava bem no split the baby. E nos 3Cs.
O livro de Provérbios é uma excelente fonte de sabedoria antiga.
Trata-se de texto singular, integrante do Antigo Testamento cristão e do Tanakh judaico. É patrimônio compartilhado, texto civilizacional. Marco Aurélio e Sêneca ficam na mesma prateleira.
A autoria é atribuída ao Rei Salomão. Quem era ele?
A cena mais conhecida não é de batalha nem de diplomacia. É de julgamento. Duas mulheres. Um bebê. Cada uma afirma ser a mãe. Salomão manda trazer uma espada e propõe dividir a criança ao meio. Uma mulher concorda. A outra desiste: prefere perder o filho a vê-lo morrer. Salomão entrega o bebê a ela.
Sabedoria, para ele, era prática. Não abstrata. Não ornamental.
Lendo Provérbios com esse filtro, encontramos três versículos que descrevem exatamente o que venho chamando de 3Cs da comunicação jurídica eficaz:
Clareza → Pv 16:24: “Palavras amáveis são como favo de mel, doces para a alma e saudáveis para o corpo.”
Palavras que chegam com facilidade. Clareza não é simplicidade. É generosidade.
Concisão → Pv 10:19: “Onde há muitas palavras, o pecado não está ausente; mas aquele que controla a língua é prudente.”
Nem preciso comentar…
Conexão → Pv 25:11: “Como maçãs de ouro em bandejas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.”
A palavra certa, no momento certo, para a pessoa certa. Não é sobre falar bem. É sobre falar para alguém.
Séculos depois, o problema continua o mesmo: advogados que escrevem muito, explicam pouco e não chegam a ninguém.
Salomão sabia das coisas…
E aí: já serviu sua bandeja de prata hoje?


